Patrick Caseiro - Pat Kay

 Pat Kay / Patrick Caseiro

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Croisé en mars 2011

2015

 Une belle idée de cadeau Le maxi-CD 6 titres ALMA NOISE a été conçu par 3 âmes (almas) à l'unisson: Miguel Torres-Perez, Juan Torres et Patrick. Caseiro N'hésitez pas à commander le(s) vôtre(s) : malvitch.music@gmail.com Enjoy it!!!... (Édition limitée 6 titres / 8 €)

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 Impossible pour moi de rester insensible à la poèsie de Patrick Caseiro. Il jongle avec les mots, il les lance, les balance, et finissent par vous percuter au plus profond de l'âme.

 Les textes précédé de* sont extrait de l'article de Dominique Stoenesco paru dans le double N°38-39 de Latitudes : Les cahiers lusophones

 

  * Né en France, de parents originaires de Tras-os-Montes, province aux pay-sages granitiques et au climat rude, devenue sa "terre d'adoption" où il se sent encore plus "casanier"(caseiro). P. Caseiro est parti très tôt au Portugal, puis revenu en France, en 1988, à l'âge de l6 ans. Après des études littéraires à la Sorbonne et une formation en journalisme et commerce international, il exerce plusieurs activités, comme professeur, traducteur-interprète, animateur de radio ou programmateur, entre autres. Il a été aussi cofondateur de deux associations culturelles : le Cercle des Poètes Lusophones de Paris et Accord'Art, cette dernière qu'il préside encore aujourd'huLivre ...e realidade, Corpos editora 

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Ebook disponnible sur WAF Store

* Constitué de "petites histoires" tirées de son vécu quotidien, ce premier recueil de poèmes de Patrick Caseiro. ... e realidade . confirme ce que nous savions déjà de la sensibilité poétique de son alter-ego Pat Kay. artiste chanteur, musicien et parolier, fondateur du groupe musical Pat Kay & Thé Gajos. Sur un site internet, Patrick Caseiro évoque ainsi cette ascendance : "Pat Kay est maintenant presque au-dessus de moi. Il m'apprend des trucs, il anticipe mes pensées parfois. Il est assez curieux Certains le voient noir et caustique, d'autres plutôt réaliste et sensible. En tout cas. il avance en flirtant sans cesse avec le pathétique, ou plutôt en le dénonçant. Il a une dose de voyeurisme, de culot, pour nous raconter à sa façon toutes les histoires proposées sur scène. " 

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Album Montmârtre disponnible sur iTunes

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 * Patrick Caseiro excelle dans l'art de jouer avec l'homophonie des vers ou la polysémie des mots (... et des maux) de notre quotidien, avec beaucoup de finesse, d'ironie et de tendresse à la fois. Et il le fait en trois langues : la plupart des poèmes sont en portugais, trois sont en anglais et quinze en français. Nombreux de ces textes ont été mis en musique par P. Caseiro lui-même, mais aussi par d'autres chanteurs et musiciens.

 Viscosimère

En fonction des recommandations du fabricant
Testons la viscosité de nos sentiments
Y'a-t-il des coulures ? Sont-ils rugueux ?
Bombons nos torses de bonheur
Caramélisons nos sourires moqueurs
Nos acryliques pensées
Nos émotions, nos émulsions
Remplir le godet d'espoir
Calculer le temps de vidage
Avant l'irrémédiable virage
A l'aide d'un filtre ou d'un bas nylon
Filtrer, éliminer les impuretés
Nettoyage en surface, décapant
White spirit désopilant
Le pistolet et son godet
Le solvant prêt à pulvériser
Placer plus haut nos ambitions
Ajuster à 3 bars la pression
Bien quantifier le chantier
Le pistolet à la bonne distance
La main hésitante s'élance
Régler la valve jaune
Puis viser l'hématome
Qu'il soit souple, le poignet !
Esquisser une ligne droite
Balayer les surfaces
Horizontales et inclinées
Vaporiser, s'y attarder
Nos angles morts, nos encores
Losanges aux recoins étranges
On soupèse nos torts, nos remords

  Lost Scriptum

"Quem foi no domingo passado à Casa De Portugal Andréde Gouveia,naCité Universitaire de Paris, para assistir ao recital-concerto“Lost Scriptum”ficou pelomenos com a certeza que viu um espetáculo único e inédito. “Esta é a segunda vez que acolhemos O Patrick Caseiro na Casa dePortugal, Em dois espaços diferentes”disseAna Paixão, a Diretora da Casa. “Desta vez estamos aqui nesta sala ainda em obras e deixo desde já o convite para uma terceira vez, quando este teatro estiver construído, que espero seja para breve” Em “Lost Scriptum” a voz, o som e a imagem sobrepõem-se, fragilizando a fronteira entre a energia do rock e os murmúrios poéticos. Não se sabe ao certo se é um recital de poesia ou um concerto de rock. “Eu chamar-lhe-ia uma coisa estranha, tipo um híbrido, uma miscelânea entre poesia dita, declamada, com imagens e também com canções, num formato mais clássico da canção” explica Patrick Caseiro ao LusoJornal. O poema é o fio condutor. Aliás, uma frase de Friedrich Nietzsche é várias vezes repetida: “Cada palavra é um preconceito”. “A ideia de ‘Lost Scriptum’ - em vez de ser um ‘Post Scriptum’ - é uma Forma de congelar, de certa forma, escritos que podem estar no fundo das gavetas, perdidos.Vamos então procurar textos de autores por quem nutrimos uma certa admiração, sejam eles lusófonos, francófonos ou até anglófonos. A ideia é pôr em palco os textos destas pessoas. O formato, apetece me dizer que não é o mais importante, mas é sobretudo arranjar um fio condutor” explica Patrick Caseiro. Estavam anunciados poemas de vários autores, desde Fernando Pessoa a Jack Kerouac, passando por Al Berto, Eugénio deAndrade, Nick Cave, Bashung, Valter Hugo Mãe, Charles Baudelaire, Manoel Bandeira, António Topa, Maria Graciete Besse, Charles Bukowski,... e do próprio Patrick Caseiro. “O Miguel Torres é um espanhol que é sedento de literatura portuguesa, ele adora os poetas hispanófonos, mas adora também os autores portugueses, sentiu que há ali uma coisa de muito visceral e profunda, sentiu que há ali uma grande pesquisa e eu quando senti isso, lancei-lhe o desafio. Inicialmente fizemos uma série de espetáculos a dois”.E Miguel Torres lá estava incansável, entre os dois projetores que cuspiam imagens em movimento nas paredes nuas do futuro anfiteatro, ou ajudando nas percussões. Marco de Oliveira, também lá estava, na guitarra e nas programações. “O Marco toca comigo na banda da qual sou uma espécie de mentor, o projeto Pat Kay. Ele já é o guitarrista da banda. Gostou do princípio e é o segundo espetáculo que fazemos a três. A coisa está-se a construir progressivamente diz Patrick Caseiro ao LusoJornal. O trio quer levar o espetáculo a outras salas, a outros espaços. “Cada espetáculo é sempre diferente. O desafio que nos lançámos os três é de cada vez fazer uma coisa inédita. Hoje tínhamos aqui um espaço muito rugoso, as paredes nem estão ainda caiadas nem nada, num anfiteatro faremos uma coisa mais clássica em termos de declamação de textos, embora sempre com música. Vamos personalizando em função do espaço”. No segundo semestre o “Lost Sciptum”deve viajar até Portugal.“Vamos levar este ‘set’, que é um autêntico ‘chantier’,uma empreitada que nunca está acabada, até Portugal. Já temos uma série de datas, desde o norte, até ao Alentejo, passando, claro, pela Capital. E aí sim, vamos trabalhar na língua portuguesa mais do que na francesa ou na inglesa”.

 

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